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Fundação António Quadros
EDITORIAL Imprimir e-mail

A Fundação António Quadros tem por fim o estudo e a divulgação do Pensamento e da Obra de António Quadros, Fernanda de Castro, António Ferro e de quaisquer personalidades de mérito, através de acções de carácter cultural, artístico, científico, educativo e social com especial enfoque nas áreas da cultura popular, literária, histórica e do estudo do pensamento filosófico em Portugal.  

 

FERNANDO GUEDES

(Porto, 1 de Julho de 1929 - Lisboa, 28 de Agosto de 2016)

Foi com muita tristeza que recebemos a notícia da recente partida de Fernando Guedes. Sem calcular que seria a última vez, estivemos juntos no passado dia 18 de Fevereiro no Círculo Eça de Queiroz, por ocasião da apresentação de António Ferro: 120 anos. Actas, em cuja contracapa se pode ler uma citação sua: Salazar encontrou em António Ferro, em 1933, o génio criador que se ajustava ao seu movimento renovador de Portugal; António Ferro encontrou em Salazar o génio político que o apoiou durante uma dezena e meia de anos e lhe tornou possível a concretização de um sonho…

 

Fernando Guedes será sempre lembrado por nós como escritor, historiador, editor mas também como alguém que desde o início apoiou a Fundação António Quadros e integrou o Conselho Consultivo da Fundação António Quadros.

No dia 29 de Janeiro de 1997, Fernando Guedes apresentou na Academia Portuguesa de História uma comunicação intitulada “António Ferro e a sua Política do Espírito” que viria a publicar nesse mesmo ano.

Enquanto titular do Conselho Consultivo da Fundação António Quadros em funções desde 2009 até ao último dia de vida, ocupa hoje, juntamente com Ernâni Lopes, Maria José Nogueira Pinto e Paulina Roquette Ferro, a posição de Conselheiro Honorário da Fundação António Quadros.

Juntamo-nos à sua família e restantes amigos, prestando-lhe esta derradeira homenagem.

 

PRÉMIO ANTÓNIO QUADROS 2016 – TEATRO

Agradecendo ao júri do Prémio António Quadros “TEATRO (José Carlos Alvarez, presidente; Ana Isabel de Vasconcelos, vogal; Duarte Ivo Cruz, vice-presidente; José Sinde Filipe, vogal), o empenhamento e profissionalismo com que conduziu o processo de selecção, comunicamos com grande alegria que a actriz CARMEN DOLORES é a merecida vencedora do Prémio em 2016.

É impossível referir aqui todo o seu percurso de vida, mesmo mencionando apenas a sua actividade profissional. Citamos, por isso, apenas uma pequena parcela do muito que fez em prol do Teatro e decidimos acrescentar alguma informação que poucos conhecem e que recolhemos nos documentos preservados na Fundação António Quadros: Nascida no dia 22 de Abril de 1924, CARMEN DOLORES iniciou a sua carreira na rádio, com apenas 14 anos e, no cinema, com 19 anos, representa Teresa de Albuquerque em “Amor de Perdição”. A Academia Portuguesa de Cinema atribuiu-lhe este ano o Prémio Sophia de Carreira 2016.

A sua estreia em teatro acontece mais tarde, em 1945, associada à Companhia Os Comediantes de Lisboa, com sede no Teatro da Trindade. Em 1959, recebe o Prémio de Melhor Actriz pela sua actuação na peça Seis personagens à procura de um autor, de Luigi Pirandello.

Integra o grupo de actores criadores do Teatro Moderno de Lisboa e continua, ao longo da vida, a assumir diferentes funções associadas ao Teatro, ao Cinema, à Rádio, à Televisão e à Arte de Dizer tendo sido gravados diversos discos com poesia recitada por CARMEN DOLORES.

Destaca-se ainda como autora literária com diversas obras publicadas: Retrato inacabado (1984);Uma vida no Palco (2003); No Palco da Memória (2003), Teatro Moderno de Lisboa - 1961/1965.Um Marco na História do Teatro Português com Tito Lívio (2009), entre outras.

Além dos vários prémios recebidos, CARMEN DOLORES foi agraciada em 2004 por Jorge Sampaio com a Ordem do Infante D. Henrique, grau de Grande-Oficial.

 

Com o objectivo de, modestamente, contribuir para a sua biografia, para um melhor conhecimento desta emblemática personalidade, não posso deixar de referir a sua colaboração no projecto social criado por Fernanda de Castro, os Parques Infantis, ensinando as crianças a sonhar e a pensar através da implementação de programas artísticos que contavam um grupo extraordinário de professoras: Música e Canto Coral: Nina Marques Pereira e Arminda Correia; Canto (método Ward): Júlia de Almendra; Teatro: Eunice Muñoz e CARMEN DOLORES; Desenho: Sarah Afonso e Inês Guerreiro; Arte de Dizer: Maria Germana Tânger; Bailado e Mímica: Ana Máscolo e Águeda Sena.

 

Em casa de Fernanda de Castro, de quem era muito amiga, CARMEN DOLORES participou em tertúlias literárias, musicais e dramáticas que, amiúde, aconteciam em casa da poetisa. Além da actriz, lembro-me muito bem da presença de diversos artistas teatrais e musicais, cineastas, escritores e poetas entre os quais destaco: António Lopes Ribeiro, David Mourão-Ferreira, Fernando Tordo, Germana Tânger, Heloísa Cid, Inês Guerreiro, José Carlos Ari dos Santos, Maria José Avilez Nogueira Pinto, Natália Correia, Natércia Freire, Nina Marques Pereira, Teresa Leitão de Barros, entre muitos outros.

 

Nos anos sessenta, CARMEN DOLORES colaborou ainda noutro projecto de Fernanda de Castro, o “Teatro de Câmara António Ferro” que nasceu informalmente em sua casa na Calçada dos Caetanos e teve continuidade, de uma forma mais profissional, em diversos teatros de Lisboa.

 

EXPOSIÇÃO “TEATROS HISTÓRICOS DE PORTUGAL - HOMENAGEM A CARMEN DOLORES, PRÉMIO ANTÓNIO QUADROS 2016 TEATRO”

A Fundação António Quadros e o Museu Nacional do Teatro e da Dança (MNTD) inauguram às 17.30 do dia 3 de Outubro, patente até dia 30 de Novembro, a exposição “Teatros Históricos de Portugal”. À exposição, serão adicionados apontamentos museológicos, documentais e bibliográficos sobre Carmen Dolores, Prémio António Quadros 2016.

A exposição que hoje se anuncia é composta por maquetas a três dimensões de alguns teatros já desaparecidos e de outros ainda activos, executadas com grande qualidade e rigor histórico pelo cenógrafo Fernando Filipe.

A exposição será apresentada por Manuela Dâmaso e contará ainda com a participação de Maria Júlia Figueiredo, autora da obra “História do Teatro em Rio Maior”, que focará os locais de teatro em Rio Maior.

 

Local: Fundação António Quadros | Biblioteca Laureano Santos - Rua Dr. Fernando Sequeira Aguiar, Rio Maior.

Inauguração: 3 de Outubro de 2016.

Encerramento: 30 de Outubro de 2016.

Apresentação: Manuela Dâmaso: Teatros de Portugal; Maria Júlia Figueiredo: Teatros de Rio Maior.

Promoção e organização: Fundação António Quadros; Museu Nacional do Teatro e da Dança.

Apoio: Câmara Municipal de Rio Maior; Biblioteca Laureano Santos.

 

MÁRIO DE SÁ-CARNEIRO | BREVE PÁGINA DE VANGUARDA E BOÉMIA

Continuando a homenagear Mário de Sá-Carneiro no ano do centenário da sua morte, a Fundação António Quadros repõe no dia 8 de Novembro na Biblioteca Municipal de Sesimbra a exposição Mário de Sá-Carneiro | Breve Página de Vanguarda e Boémia. A exposição poderá ser visitada até ao dia 3 de Dezembro.

 

TURISMO. HISTÓRIA, PATRIMÓNIO E IDEOLOGIA.

O I CONGRESSO NACIONAL DE TURISMO

Comemorando a acção de António Ferro em prol do turismo, a Fundação António Quadros apoia o congresso Turismo. História, Património e Ideologia. O I Congresso Nacional de Turismo que acontecerá no Centro Cultural de Cascais nos dias 10, 11 e 12 de Novembro.

Organizado pelo Instituto de História Contemporânea da Universidade Nova de Lisboa em parceria com a Câmara Municipal de Cascais, o congresso terá como oradores convidados o Doutor Guilherme d'Oliveira Martins e o Arquitecto Luís Portugal e, como convidada especial, a Senhora Prof. Doutora Fernanda Rollo, Secretária de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior.

São muitas as entidades que, além da Fundação, apoiam esta iniciativa: CP, Escola Superior de Hotelaria e Turismo do Estoril, Sociedade de Geografia. Universidade de Guelph no Canadá, entre outras.

 

LIVRARIA: PROMOÇÃO DO MÊS

A Fundação disponibiliza a seguinte obra com desconto de 20% até 14 de Outubro de 2016:

Autoria: António Quadros

Título: Histórias do Tempo de Deus. Contos.

Introdução: José A. Ferreira.

Edição: Obras de António Quadros, n.º 2. Lisboa: Edições do Templo, 1979.

Capa: Manuel Lapa.

PVP até 14 de Outubro de 2016: 24,00.

PVP a partir de 14 de Outubro de 2016: 30,00.

   

AMIGOS DA FUNDAÇÃO ANTÓNIO QUADROS

Sem o seu carinho e apoio, a sua fé e a sua inspiração não conseguiríamos continuar o nosso caminho, concretizar os nossos objectivos.

Muito obrigada.

Mafalda Ferro.

 

VOLUNTARIADO NA FUNDAÇÃO ANTÓNIO QUADROS 

Ocupe o seu tempo livre de forma útil e gratificante.

Alimente o espírito e enriqueça os seus conhecimentos.

Multiplique as suas competências.

Venha conversar connosco e conhecer as nossas instalações situadas no edifício da Biblioteca Municipal de Rio Maior.

Ligue-nos e marque a sua visita: 965552247 | 914678851 | 243 999 310.