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Fundação António Quadros
EDITORIAL Imprimir e-mail

A Fundação António Quadros tem por fim o estudo e a divulgação do Pensamento e da Obra de António Quadros, Fernanda de Castro, António Ferro e de quaisquer personalidades de mérito, através de acções de carácter cultural, artístico, científico, educativo e social com especial enfoque nas áreas da cultura popular, literária, histórica e do estudo do pensamento filosófico em Portugal.  

 

ANTÓNIO QUADROS NO DIA DO SEU NASCIMENTO

 

Se António Quadros fosse vivo, teria completado no passado dia 14 de Julho, 93 anos e tenho a certeza que o seu maior presente teria sido a vitória da Selecção Portuguesa, jogo a que, numa realidade ideal, assistiria, sem qualquer dúvida, com o seu avô, com o seu pai, com o seu filho e com o seu neto, cinco gerações em linha recta de “Antónios Ferro”, todos eles fanáticos pelo futebol, todos eles benfiquistas a torcer pela selecção portuguesa.

Em 1947, António Quadros chegou atrasado ao seu próprio casamento porque estava a ver um jogo de, justamente, Portugal/França. Em 1952, António Ferro estava em Berna, quando recebeu a notícia do nascimento do seu neto primogénito. Imediatamente, telefonou para Lisboa e pediu que fossem comprar um emblema do Benfica e que o colocassem no berço do neto. E assim se fez.

 

 

Embora fosse habitual, nessa altura, nascer-se em casa, perguntam-me frequentemente porque nasceu António Quadros na Rua do Registo Civil [Rua dos Anjos], n.º 26, 2.º direito, em casa dos seus avós paternos?

Aproveito esta data para responder à questão:

António Ferro, pai de António Gabriel de Quadros Ferro tinha alugado, ainda em solteiro, uma casa na Calçada dos Caetanos, hoje chamada Rua João Pereira da Rosa. Aliciado pelo convite de uns amigos, os actores Erico Braga e Lucília Simões, para com eles viajar para o Brasil, Ferro nem se preocupou com a nova casa que não chegou a habitar nem a decorar e partiu tendo sido tão bem recebido que aí permaneceu durante largos meses; casou, inclusive, por procuração, com a sua noiva, a poetisa Fernanda de Castro que, de seguida, se lhe juntou.

E foi durante o período passado no Brasil que teve, realmente, início a vida de António Quadros que viria a nascer, em Lisboa, onze meses depois do casamento dos pais.

De volta a Portugal, António Ferro instalou-se com sua mulher em casa dos pais, porque o seu amigo Bernardo Marques lhe estava ainda a decorar a casa e a pintar nas paredes uns frisos extraordinários que, infelizmente, desapareceram com o passar do tempo e como resultado do incêndio que queimou grande parte da casa e do seu recheio.

Fernanda de Castro e António Ferro ainda residiam nos Anjos quando, às 6.20 da manhã do dia 14 de Julho de 1923, António Quadros nasceu.

 

HOMENAGEM A MÁRIO BRAGA

Celebramos a vida e a obra do grande escritor, tradutor e jornalista Mário Braga, nascido no mesmo dia e mês de António Quadros e, hoje, com 95 anos. Mário Braga pertenceu também ao Conselho Consultivo das Bibliotecas Itinerantes da Fundação Gulbenkian e unia-o a António Quadros uma amizade e uma camaradagem intelectual visível nas cartas enviadas e nas dedicatórias manuscritas registadas nas obras que oferecia a António Quadros.

 

[…] Gostei muito de estar consigo e espero que o nosso comum amigo, o excelente Afonso Botelho, nos reúna em breve no seu restaurado palácio. Então falaremos mais longamente do que atrás só deixo esboçado e de resto que a ambos nos preocupa […]

Mário Braga, em carta a António Quadros, 15 de Dezembro de 1959.

 

[…] Nunca mais me deu o prazer da sua visita; não tem vindo ao norte? Outro dia tive a esperança de o ver em casa da Natália, quando o Afonso leu um trabalho sobre Delfim Santos, mas infelizmente não apareceu […].

Mário Braga, em carta a António Quadros, 11 de Março de 1969.

 

PRÉMIO ANTÓNIO QUADROS 2016 – TEATRO

Agradecendo ao júri do Prémio António Quadros “TEATRO (José Carlos Alvarez, presidente; Ana Isabel de Vasconcelos, vogal; Duarte Ivo Cruz, vice-presidente; José Sinde Filipe, vogal), o empenhamento e profissionalismo com que conduziu o processo de selecção, comunicamos com grande alegria que a actriz CARMEN DOLORES é a merecida vencedora do Prémio em 2016.

É impossível referir aqui todo o seu percurso de vida, mesmo mencionando apenas a sua actividade profissional. Citamos, por isso, apenas uma pequena parcela do muito que fez em prol do Teatro e decidimos acrescentar alguma informação que poucos conhecem e que recolhemos nos documentos preservados na Fundação António Quadros: Nascida no dia 22 de Abril de 1924, CARMEN DOLORES iniciou a sua carreira na rádio, com apenas 14 anos e, no cinema, com 19 anos, representa Teresa de Albuquerque em “Amor de Perdição”. A Academia Portuguesa de Cinema atribuiu-lhe este ano o Prémio Sophia de Carreira 2016.

A sua estreia em teatro acontece mais tarde, em 1945, associada à Companhia Os Comediantes de Lisboa, com sede no Teatro da Trindade. Em 1959, recebe o Prémio de Melhor Actriz pela sua actuação na peça Seis personagens à procura de um autor, de Luigi Pirandello.

Integra o grupo de actores criadores do Teatro Moderno de Lisboa e continua, ao longo da vida, a assumir diferentes funções associadas ao Teatro, ao Cinema, à Rádio, à Televisão e à Arte de Dizer tendo sido gravados diversos discos com poesia recitada por CARMEN DOLORES.

Destaca-se ainda como autora literária com diversas obras publicadas: Retrato inacabado (1984); Uma vida no Palco (2003); No Palco da Memória (2003), Teatro Moderno de Lisboa - 1961/1965. Um Marco na História do Teatro Português com Tito Lívio (2009), entre outras.

Além dos vários prémios recebidos, foi agraciada em 2004 por Jorge Sampaio com a Ordem do Infante D. Henrique, grau de Grande-Oficial.

 

Com o objectivo de, modestamente, contribuir para a sua biografia, para um melhor conhecimento desta emblemática personalidade, não posso deixar de referir a sua colaboração no projecto social criado por Fernanda de Castro, os Parques Infantis, ensinando as crianças a sonhar e a pensar através da implementação de programas artísticos que contavam um grupo extraordinário de professoras: Música e Canto Coral: Nina Marques Pereira e Arminda Correia; Canto (método Ward): Júlia de Almendra; Teatro: Eunice Muñoz e CARMEN DOLORES; Desenho: Sarah Afonso e Inês Guerreiro; Arte de Dizer: Maria Germana Tânger; Bailado e Mímica: Ana Máscolo e Águeda Sena.

 

Em casa de Fernanda de Castro, de quem era muito amiga, CARMEN DOLORES participou em tertúlias literárias, musicais e dramáticas que, amiúde, aconteciam em casa da poetisa. Além da actriz, lembro-me muito bem da presença de diversos artistas teatrais e musicais, cineastas, escritores e poetas entre os quais destaco: António Lopes Ribeiro, David Mourão-Ferreira, Fernando Tordo, Germana Tânger, Heloísa Cid, Inês Guerreiro, José Carlos Ari dos Santos, Maria José Avilez Nogueira Pinto, Natália Correia, Natércia Freire, Nina Marques Pereira, Teresa Leitão de Barros, entre muitos outros.

 

Nos anos sessenta, CARMEN DOLORES colaborou no “Teatro de Câmara António Ferro”, projecto de Fernanda de Castro que nasceu informalmente em sua casa na Calçada dos Caetanos e continuou, de uma forma mais profissional, em diversos teatros de Lisboa.

 

LIVRARIA: PROMOÇÃO DO MÊS

 

A Fundação disponibiliza a seguinte obra com desconto até 14 de Junho de 2016:

Autoria: António Quadros.

Título: Aventura e o Mundo Juvenil e os seus Aspectos Educativos.

Edição: Lisboa: INCM, 1974.

Âmbito: Exposição de livros juvenis. Ciclo de conferências sobre Literatura Infantil. Organização do Ministério da Educação Nacional - Direcção-geral de Educação Permanente, 1973.

PVP até 14 de Agosto de 2016: 6,00€.

PVP a partir de 14 de Agosto de 2016: 4,80€.

 

AMIGOS DA FUNDAÇÃO ANTÓNIO QUADROS

Sem o seu carinho e apoio, a sua fé e a sua inspiração não conseguiríamos continuar o nosso caminho, concretizar os nossos objectivos.

Muito obrigada.

Mafalda Ferro.

 

VOLUNTARIADO NA FUNDAÇÃO ANTÓNIO QUADROS 

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