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Fundação António Quadros
2018 - TURISMO Imprimir e-mail

PRÉMIO ANTÓNIO QUADROS 2018

CATEGORIA: Turismo.

EQUIPA DE COORDENAÇÃO: Mafalda Ferro; José Guilherme Victorino.

JÚRIAna Filomena Figueiredovogal; Carla Ribeiro, vogalCelestino Domingues, vogalJosé Guilherme Victorino, presidente; Mafalda Ferro, vogal.

TROFÉU: Troféu “Vida”, da escultora Cristina Rocha Leiria.

VENCEDOR: Margarida Magalhães Ramalho.

CERIMÓNIA DE ENTREGA: Rio Maior, 24 de Novembro, 15.30.

ACTA DA REUNIÃO DELIBERATIVA DO JÚRI: 

Nos termos do preâmbulo do respectivo Regulamento, decidiu a Fundação António Quadros (doravante FAQ): «criar um prémio destinado a promover e divulgar a cultura, a acção e o pensamento portugueses, nas suas múltiplas expressões e géneros, tarefa a que, lúcida e generosamente, o seu patrono e os seus pais dedicaram grande parte da sua actividade».

Por seu turno, nos termos do Art. 4.º do mesmo Regulamento: «dada a relevância que o turismo português teve no pensamento e na acção de António Ferro, sendo crescente o número de artigos e monografias que se lhe referem, foi deliberado que, em 2018, a categoria do Prémio António Quadros seria o TURISMO e que o Prémio seria entregue a uma personalidade portuguesa de reconhecido mérito nessa área».

Na sequência da decisão tomada na Assembleia Geral da FAQ, em 30 de Janeiro, a presidência do Júri foi assumida por José Guilherme Victorino, a que se seguiram os convites a demais individualidades com perfil académico-profissional justificadamente adequado à formação daquele colectivo.

Foi este Júri constituído, para além do respectivo Presidente, por Mafalda Ferro, Presidente da FAQ, Ana Filomena Figueiredo, Vereadora com o Pelouro do Turismo da Câmara Municipal de Rio Maior, Carla Ribeiro, docente e investigadora no âmbito do CEPESE e do Instituto Politécnico do Porto, e por Celestino Domingues, ex-docente nas Escolas de Hotelaria e Turismo do Algarve e de Lisboa, investigador e especialista nesta área.

Congratulou-se o Júri por, em sessão única e por unanimidade, ter sido deliberada a atribuição do Prémio António Quadros 2018 TURISMO a Margarida de Magalhães Ramalho, responsável por diversas iniciativas museológicas das quais se destaca a mais recente, o Museu “Vilar Formoso Fronteira da Paz”, e cuja continuada pesquisa e produção editorial e co-editorial, em torno da História do Turismo, é da maior relevância, numa visão inédita, multidisciplinar e de extrema actualidade num contexto português e europeu.

 

 RAZÕES PARA UM PRÉMIO, por José Guilherme Victorino (presidente do júri).

Cabendo-me, naturalmente, efectuar uma breve contextualização referente ao Prémio António Quadros 2018, começo por citar a acta da reunião deliberativa do Júri, no passado mês de Julho:

«Decidiu a Fundação António Quadros criar um prémio destinado a promover e divulgar a cultura, a acção e o pensamento portugueses, nas suas múltiplas expressões e géneros, tarefa a que, lúcida e generosamente, o seu patrono e os seus pais dedicaram grande parte da sua actividade.

No presente ano, dada a relevância que o turismo português teve no pensamento e na acção de António Ferro, sendo crescente o número de artigos e monografias que se lhe referem, foi deliberado que a categoria do Prémio António Quadros seria o Turismo, e que o Prémio seria entregue a uma personalidade portuguesa de reconhecido mérito nessa área.

Na sequência da decisão, tomada em Assembleia Geral desta Fundação, em 30 de Janeiro, aceitei com gosto o convite para presidir ao Júri deste prémio, a que se seguiram os convites que dirigi a demais individualidades com perfil académico-profissional justificadamente adequado à formação desse colectivo. Primeiramente, à Prof.ª Doutora Cândida Cadavez (Docente de Escola Superior de Hotelaria e Turismo do Estoril e Investigadora do Instituto de História Contemporânea, da Universidade Nova de Lisboa), convite que, contudo, à mesma não foi possível aceitar, e a Mafalda Ferro, Presidente desta Fundação. Posteriormente, à Dra. Ana Filomena Figueiredo (então Vereadora com o Pelouro do Turismo, da Câmara Municipal de Rio Maior), à Prof.ª Doutora Carla Ribeiro (Docente do Instituto Politécnico do Porto e Investigadora do Centro de Estudos da População, Economia e Sociedade, da Universidade do Porto), e a Celestino Domingues, ex-docente nas Escolas de Hotelaria e Turismo do Algarve e de Lisboa, investigador pioneiro nesta área.

Congratulou-se o Júri por, em sessão única e por unanimidade, ter sido deliberada a atribuição do Prémio António Quadros 2018 a Margarida de Magalhães Ramalho, cuja continuada pesquisa e produção editorial, em torno da História do Turismo, é da maior relevância, numa visão inédita, multidisciplinar e de extrema actualidade, num contexto português e europeu, designadamente através de obras como Aldeias Históricas; O Estoril na Vanguarda do Turismo; Escrever sobre Sintra; Lisboa na Pintura:  um olhar sobre a cidade, ou Portugal na Pintura: viagens na nossa terra.»

 

Resta-me acrescentar que Margarida Ramalho se revelou como uma das mais profícuas e interessantes historiadoras, que, num contexto não académico, se interessou pela História do Turismo em Portugal, em contributos indispensáveis numa área ainda, paradoxalmente, tão pouco explorada, bem como em torno da problemática relativa aos refugiados, durante o segundo conflito mundial.

 

Tal leva-me a partilhar a convicção tendo em conta, não só recentes publicações de Margarida Ramalho, mas também o facto de a sua investigação ter sido crucial para a realização do notável Museu Vilar Formoso Fronteira da Paz de que a História do Turismo, em Portugal, é indissociável da História do Holocausto.

 

A priori parecendo tratar-se de temáticas desconexas, é, porém, de considerar o verdadeiro momento-charneira, da passagem por Portugal, em trânsito, de milhares de refugiados, a partir de Maio de 1940, entre judeus e outros fugitivos considerados indesejáveis pela Alemanha. Não só este factor, apesar de inesperado, deixou de ter consequências na estratégia consignada ao turismo pelo regime, como também se traduziu noutra realidade com a qual, eu próprio, me vim a confrontar no âmbito da investigação a que me tenho dedicado e que aliás referi noutro âmbito. (1)

 

O turismo não consiste somente em estatísticas, infraestruturas, proventos económicos. O turismo (e em consequência a História do Turismo), é hoje, cada vez mais, um fenómeno multicultural e interdisciplinar, que ultrapassa, em muito, o tradicional binómio atração-oferta vs. capacidade instalada. Os fluxos turísticos têm cada vez mais em conta o contexto sócio cultural em que se integram os visitantes. O turismo é por isso, acima de tudo, um factor de abertura ao outro, de aproximação ao que não conhecemos, não vivenciamos, não experimentamos. Falamos, em suma, de partilha, relativamente às diferenças civilizacionais, às crenças, aos hábitos, ao património imaterial que representa a cultura de um Povo. Falamos da aprendizagem da tolerância, que é hoje um dos mais ameaçados factores de cosmopolitismo.

 

A obra de Margarida Ramalho é disso um excelente exemplo, também de um percurso e de uma coerência temática, que levaram à total unanimidade na atribuição deste prémio, exemplo de uma investigadora que não enveredou por temas fáceis, de menor comprometimento com a realidade envolvente, ou de maior distanciamento relativamente a temas fracturantes da contemporaneidade, dos países e dos sistemas políticos do Séc. XX.

 

Ora creio que nada mais apropriado, do que a Fundação António Quadros, para também se abordar o turismo em função daquilo que foi, daqueles que tiveram uma visão de pioneiros, de uma actualidade que ainda não deixa de surpreender. Foi António Ferro, como comentou o seu filho António Quadros, um «eterno enamorado da paisagem», um ideólogo do turismo «com base num sentimento da natureza», que escreveu, em 1949:

 

Entre as vantagens que devemos à paz () podemos e devemos contar, como uma das maiores, a propaganda natural que obtivemos a nosso favor, através da passagem forçada, pela nossa terra, que constituiu, para muitos, autêntica revelação, de estrangeiros de todas as qualidades e de todos os países. () Foi, sem dúvida, ocasião excepcional, talvez única na nossa história contemporânea, para os estrangeiros, que raramente vinham a Portugal, a esta ponta extrema da Europa, se aperceberem do nosso interesse, das nossas qualidades, qualidades da paisagem, do clima, e do homem (). Mas não nos iludamos. Se tal deslumbramento se pode considerar, em grande parte justo, porque nasceu da natural surpresa em face da revelação dum país que se impõe pelo seu carácter, pela sua beleza, pela sua poesia, nem sempre visível mas sempre sensível, (ele) foi também proveniente do contraste, entre o inferno de onde saíam e o paraíso onde chegavam, e pela visão rápida, superficial, quase sonhada, do nosso País. (2)

 

Hoje sabemos que, para Ferro, esse mortificado contingente acarretou múltiplas preocupações, não só por parte de desconhecidos que, por diversos motivos, viram no Secretariado uma abertura contrastante com a de outros organismos, como por parte daqueles que se valeram de relações estreitadas em tempo de paz, caso de Stefan Zweig, por exemplo, intercedendo por sua mulher, não deixando Ferro, pessoalmente, de intervir também em casos que se podem considerar muito para além da esfera dos então famosos, poderosos ou socialmente bem relacionados. 

 

Apesar dos prováveis receios do regime, de que também viessem a inculcar novos hábitos, ou seja, a desestabilizar mentalidades e, como tal, os fundamentos da ditadura, curiosamente o país não recebeu estes refugiados como intrusos. E talvez isto ajude a explicar porque voltaram, ou ficaram, muitos estrangeiros, apesar das próprias condições de condicionamento a que foram submetidos por via do seu estatuto, bem como a existência de um relatório insuspeito, do Foreign Office, reportando a estrita neutralidade revelada por António Ferro, e a postura declaradamente aliadófila de sua mulher, Fernanda de Castro, ao longo da guerra.

 

É por isso, finalmente, que também me ocorre ao rever o trabalho de Margarida de Magalhães Ramalho, designadamente o recente livro O Comboio do Luxemburgo, em co-autoria com Irene Pimentel o seguinte trecho, neste caso de Sophia de Mello Breyner:

 

Quem procura uma relação justa com a pedra, com a árvore, com o rio, é necessariamente levado, pelo espírito de verdade que o anima, a procurar uma relação justa com o homem. Aquele que vê o espantoso esplendor do mundo é logicamente levado a ver o espantoso sofrimento do mundo. Aquele que vê o fenómeno quer ver todo o fenómeno. É apenas uma questão de atenção, de sequência e de rigor. E é por isso que a poesia é uma moral. E é por isso que o poeta é levado a buscar a justiça pela própria natureza da sua poesia.(3)

 

Para além da eventual, mas deslocada analogia com postulados neo-realistas, que na obra desta poetisa creio não se terem colocado, a distância que vai da prática da História à prática da literatura é bastante óbvia, a começar pela necessária objectividade e rigor inerentes à primeira. Mas creio ser facilmente compreensível o que se pretendeu dizer.

 

Ao fim e ao cabo, no que respeita à actividade turística, também se pode e deve definir uma ética, uma moral, da mesma forma que esta se define, quando hoje se fazem campos de golfe onde a água não abunda, ou se descaracterizam centros históricos, desalojando residentes idosos, por exemplo, para rentabilizar alojamentos turísticos.

 

Notas

1 - Victorino, J. G. (2018). Propaganda e Turismo no Estado Novo: António Ferro e a revista Panorama (1941-1949). Lisboa: Alêtheia Editores.

2 - Ferro, A. (1949). Turismo: fonte de riqueza e de poesia. Lisboa: Edições SNI.

3 - Andresen, S. de M. B. (1968). Arte Poética III. In Antologia, 1944-1967. Lisboa: Portugália Editora.

 

MARGARIDA DE MAGALHÃES RAMALHO: nota biográfica

Margarida de Magalhães Ramalho nasceu em Lisboa em 1954 e é licenciada em História da Arte.

- Entre 1987 e 2005, foi responsável pelas escavações arqueológicas na Fortaleza de Nossa Senhora da Luz, em Cascais, tendo publicado estudos nesta matéria.

- Entre 1993 e 1998, pertenceu aos quadros da EXPO'98 e comissariou as exposições «Porto 1865 – Uma Exposição» (Palácio Nacional de Soares dos Reis, 1994); «D. Carlos de Bragança, A Paixão do Mar» (1996, Museu de História Natural de Lisboa).

- Como freelancer, comissariou sozinha ou em parceria exposições como «Liberdade e Cidadania» [parceria] (1999); «90 anos de Turismo (2001)»; «150 anos dos caminhos-de-ferro» (2006); e «António de Medeiros e Almeida, O triunfo de uma vida» [parceria] (2011).

- No âmbito das comemorações do Centenário da República, foi comissária executiva da exposição «100 Anos de Património, Memória e Identidade» (2010).

- Desde 2000 que a sua área de investigação se tem centrado na passagem dos refugiados por Portugal durante a II Guerra Mundial. Nesse âmbito, foi coautora e responsável pelos conteúdos científicos do Museu Virtual Aristides de Sousa Mendes e comissária da exposição «Lisboa, a Última Fronteira» (Torreão poente do Terreiro do Paço, 2015) [coautoria].

- Em 2012, participou no Colóquio «Turismo em Portugal. Passado. Presente. Que Futuro?» com a comunicação "Estoril e Cascais: duas praias, a mesma vocação turística", organizado pela Fundação António Quadros que publicou também o livro de actas do colóquio, com o mesmo título.

- Foi responsável científica pelos conteúdos do «Memorial Vilar Formoso, Fronteira da Paz», inaugurado em 2017. No âmbito deste museu recebeu o Prémio APOM 2018 para a categoria Investigação.

- Colabora com a revista Egoísta e com o jornal Expresso.

Publicou diversas obras das quais se destaca:

- «Comboios com Histórias» (Assírio e Alvim, 2000);

- «Fotobiografia do rei D. Carlos» (Circulo de Leitores, 2001);

- «Fortificações Marítimas da Costa de Cascais» [coautoria] (Quetzal, 2002);

- «Uma Corte à Beira Mar» (Quetzal, 2003);

- «D. Carlos de Bragança – Cadernos de Desenho» (Inapa, 2003);

- «Aldeias Históricas (Inapa, 2004);

- «1908 - um olhar sobre o Regicídio»  (Sextante, 2008);

 - «Fotobiografia de Amadeo de Souza Cardoso [coautoria], (Círculo de Leitores, 2009);

- «Barcos na Pintura, um mar de histórias» (Scribe, 2009);

- «O Estoril, na Vanguarda do Turismo» (By The Book, 2010);

- «Lisboa na pintura, um olhar sobre a cidade» (Scribe, 2010);

- «Escrever sobre Sintra» (By The Book, 2010);

- «Portugal na Pintura, Viagens na nossa terra» (Scribe, 2011);

- «Lisboa uma cidade em tempo de Guerra» (INCM, 2012);

- «D. Fernando II e a Condessa d’Edla, os Criadores da Pena» (Parques de Sintra, 2013);

- «Vilar Formoso, Fronteira da Paz» (Câmara Municipal de Almeida, 2014);

- «António de Magalhães Ramalho, fundador do INII e pioneiro da investigação industrial» (By The Book, 2014);

 - «900 anos a irritar os espanhóis» (Matéria Prima, 2014);

- «O Comboio do Luxemburgo, os refugiados que Portugal não salvou em 1940» [coautoria] (Esfera dos Livros, 2016);

- «Thomaz de Mello Breyner, Relatos de uma época. Do final da monarquia ao Estado Novo» (Lisboa: INCM, 2018). 

 

JURADOS – NOTAS BIOGRÁFICAS

Ana Filomena Figueiredo é licenciada em Geografia (1990) e em Geografia, Ramo Educacional (1992) pela Universidade Clássica de Lisboa.

Especializada em Reabilitação pelo Instituto de Psicologia Aplicada (1999), realiza o estágio de reabilitação em Estrasburgo no âmbito de protocolo entre o ISPA e a Universidade de Ciências Sociais e Humanas de Estrasburgo, coordenado pelo Professor Dominique Dujardin e Doutor Arménio Sequeira.

Docente na Equipa de Educação Especial de Santarém (1993-1997); Coordenadora da Equipa dos Apoios Educativos de Santarém (1997-2000); Coordenadora Adjunta do Centro Educativo da Lezíria e Médio Tejo (2003); Coordenadora Educativa da Lezíria e Médio Tejo (2004), docente no Agrupamento de Escolas das Marinhas do Sal (desde 2001); Presidente do Conselho Geral do Agrupamento de Escolas a cujo quadro pertence (2009-2013); entre diversos outros cargos, nomeadamente, os relacionados com a disciplina Geografia e Cidadania Mundo Actual.

A sua formação social e académica levam-na, por desígnio seu, a participar na actividade política que lhe completa o seu carácter dinâmico: em Outubro de 2013 é eleita vereadora da Câmara Municipal de Rio Maior onde assume os pelouros da Educação, Cultura, Cemitérios, Taxas e Licenças, Publicidade e Defesa do Consumidor e, em 2017, é reeleita Vereadora com os pelouros da Educação, Cultura, Turismo e Cemitérios.

 

Carla Ribeiro é Doutora em História, pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto, com a tese Imagens e Representações de Portugal: António Ferro e a elaboração identitária da Nação. É Professora Adjunta na Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico do Porto. É Investigadora integrada do CITCEM – Centro de Investigação Transdisciplinar “Cultura, Espaço e Memória” da Universidade do Porto. Tem como áreas de interesse e investigação, no âmbito da História cultural contemporânea, as políticas e os organismos culturais do Estado Novo, o cinema português, o turismo no Estado Novo e os estudos folcloristas portugueses nos séculos XIX e XX, em ligação com as questões de identidade nacional.

 

Celestino Domingues iniciou a sua carreira profissional na indústria do turismo em 1951 exercendo actividade em sectores diversos como agências de viagens, companhias de transporte aéreo e hotéis. Viveu e exerceu a sua actividade em Portugal e no estrangeiro, em diversos sectores, tendo colaborado em múltiplos estudos, planos e projetos.

Docente nas Escolas de Hotelaria e Turismo do Algarve (Faro) e de Lisboa foi igualmente monitor de diversos cursos de especialidade. Viveu e trabalhou em diversos países (Brasil, Japão, Reino Unido).

No desempenho de cargos oficiais destaca-se o de Chefe de Gabinete do Secretário do Estado do Comércio Externo do IV Governo (1979) e o de assessor técnico do Secretário de Estado do Turismo, em 1981-1982. Parte da sua vida tem sido consagrada ao estudo e investigação proferindo palestras e comunicações em vários congressos e conferências.

Homem de saberes, espírito inquieto, tem dedicado grande parte da sua vida ao estudo e investigação do turismo sobretudo com propósito pedagógico. Proferiu palestras e conferências em Portugal e no estrangeiro e esteve presente em numerosos congressos.

Membro e sócio fundador de diversas associações internacionais de turismo destacam-se a A.I.E.S.T. (Association Internationale d`Éxperts Scientifiques du Tourisme) e o SKAL (International Association of Travel and Tourism Professionals). Foi eleito membro da Associação Internacional de Peritos Científicos de Turismo e é correspondente da Academia Internacional de Turismo.

Autor, entre outras, das obras Turismo em Portugal – Caminhos da Memória (1900-2012) (no prelo), Dicionário de Cerâmica (Caleidoscópio: 2007), 4 décadas de turismo: contributo de uma Instituição (IFT: 2004), Prontuário turístico (INCM/ESHTE: 2013; INFT: 1980; 1997), Manual de informação turística (IPT: 1990), Dicionário técnico de turismo (D. Quixote: 1990), Turismo e transporte aéreo (INFT: 1972), publicou ainda um significativo número de artigos na imprensa da especialidade.

Em 2011, por ocasião da comemoração do 20º aniversário da Escola Superior de Hotelaria e Turismo, foi convidado a apadrinhar a Biblioteca desta escola.

Em 2012 doou um acervo significativo e diversificado que tem vindo a incrementar, totalizando actualmente cerca de dez mil peças que documentam a história do turismo e da hotelaria em Portugal desde finais do século XIX.

 

José Guilherme Freitas de Sousa Victorino é Doutor em Ciências da Informação, pela Universidade Complutense de Madrid, com a tese Um Instrumento de Consenso no Estado Novo: “Panorama, revista portuguesa de arte e turismo” (1941-1949). É Professor na Universidade Autónoma de Lisboa e tem publicado sobre temas no âmbito da propaganda política e cultural do salazarismo. É investigador no CEIS20, Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX da Universidade de Coimbra. É membro do Conselho Consultivo da Fundação António Quadros. Tem participado em colóquios, conferências e outras iniciativas no âmbito da Universidade Nova de Lisboa, da Universidade da Extremadura, do Instituto de Ciências Sociais, da Escola Superior de Hotelaria e Turismo do Estoril, da Sociedade de Geografia, do IGESPAR, da Biblioteca Nacional, do Arquivo Nacional Torre do Tombo, da Associação Casa Veva de Lima, da Fundação Portuguesa das Comunicações, da Rádio Renascença e da RTP2. Foi responsável pelos Gabinetes de Comunicação da Unisys Portugal e da ICL Fujitsu Portugal. Integrou o júri dos prémios publicitários Cannes Lions.

 

Mafalda Ferro, neta de António Ferro, fundadora e presidente da Fundação António Quadros, é uma estudiosa e autora de diversas iniciativas em torno da vasta actividade de António Quadros, Fernanda de Castro e António Ferro nomeadamente no que respeita ao Turismo. Enquanto responsável pelo tratamento e disponibilização do espólio da Fundação António Quadros, Mafalda Ferro participou em centenas de trabalhos de investigação, organizou exposições, concursos, organizou o colóquio Turismo em Portugal. Passado. Presente. Que Futuro? e coordenou a publicação do respectivo livro de actas, assim como diversas outras.

Apresentou comunicações directamente ligadas aos objectivos da Fundação António Quadros, designadamente: “No rasto de António Ferro e de Fernanda de Castro” (Academia das Ciências); “António Ferro e as saudades de uma eterna juventude” (Sociedade de Geografia de Lisboa) [coautoria]; “António Ferro, uma viagem no tempo e na memória” (Academia de Letras e Artes de Portugal) [coautoria]; “Notas sobre António Ferro”, na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa; “William Shakespeare na obra de António Ferro e de António Quadros, dois intérpretes do modernismo em Portugal” (Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa); "A acção de António Ferro em prol do turismo nacional" (ISLA SANTARÉM); " O tempo de Dalila Pereira da Costa e António Quadros: ideias, palavras e silêncios" (Tertúlias da Cultura no auditório do Palacete dos Viscondes de Balsemão, no Porto).