Subscrever Newsletter
 
Fundação António Quadros
EDITORIAL Imprimir e-mail

A Fundação António Quadros tem por fim o estudo e a divulgação do Pensamento e da Obra de António Quadros, Fernanda de Castro, António Ferro e de quaisquer personalidades de mérito, através de acções de carácter cultural, artístico, científico, educativo e social com especial enfoque nas áreas da cultura popular, literária, histórica e do estudo do pensamento filosófico em Portugal.   

 

ENTRE-ACTO MODERNISTA

"O TEATRO E A DANÇA NA OBRA DE ANTÓNIO SOARES"

por Paulo Ribeiro Baptista 

 

Primeira exposição retrospectiva, 38 anos depois da morte do Mestre António Soares.

 

ee

Sou modernista! Afirmava António Soares em 1914 ao recusar expor no I Salão dos Humoristas. Juntou-se a esse grupo no II Salão mas manteve-se modernista convicto e ativo pelo menos até aos anos 1930. Foi precisamente entre essas datas que produziu grande parte das suas obras para palco, precisamente quando o teatro em Portugal sofreu uma profunda transformação, em particular na visualidade. António Soares foi um dos mais destacados artistas plásticos a protagonizar essa transformação.


 

A exposição Entr’acto modernista: o teatro e a dança na obra de António Soares apresenta 158 obras das mais importantes que António Soares realizou para os palcos, para teatro e para dança. As obras expostas incluem maquetas de cenário, figurinos, retratos, cartazes e desenhos e todos estão relacionados com teatro ou com dança. Destacam-se peças como o cartaz para o Teatro Apolo, uma das primeiras realizações de António Soares para os palcos, o telão do baile das artes de 1930, em reprodução e uma série de estudos de dança para a decoração do clube Bristol, um dos clubes elegantes da Lisboa dos anos 1920. Nos retratos destacam-se o do bailarino Francis Graça, da mulher do pintor, Maria Germana, também ela bailarina e o retrato doutra bailarina, a exótica Lea Niako que fez furor nos palcos lisboetas dos anos 1920 exibindo a sua nudez.

 

A obra de António Soares, em grande parte desconhecida, merece um olhar atento, muito particularmente relativamente aos trabalhos realizados nas décadas de 1910 e 1920, quando aquele pintor era um dos mais destacados paladinos do movimento modernista, participando ativamente em diversas iniciativas relevantes, realizando várias exposições, individuais e coletivas e marcando os palcos com criações que contribuíram para uma renovação visual atualizada do espetáculo teatral.

 

Em Portugal, a década de 1920 foi de uma intensa luta de afirmação dos artistas modernistas, a luta pelo controle da Sociedade Nacional de Belas Artes colocou frente a frente um grupo de artistas e intelectuais académicos e conservadores e o grupo dos artistas modernistas, os “novos”. As várias tentativas dos modernistas de controlarem a direção da SNBA falhou impedindo, em última instância os modernistas, os “novos”, de exporem nos salões daquela sociedade em pé de igualdade com os outros artistas. Em consequência disso, muitos desses “novos”, como Almada Negreiros, Eduardo Viana, Mário Elói, deixaram o país. António Soares não o fez, obrigado a sustentar a família. Uma parte do combate travado pela afirmação do modernismo deu-se nos palcos. Também nesse capítulo, refletir sobre a obra de António Soares é refletir sobre o movimento modernista português cuja história, praticamente centrada apenas nas obras de dois artistas, necessita urgentemente de uma reavaliação profunda.

 

O catálogo da exposição, de 247 páginas, reproduz todas as obras e inclui dois ensaios de José Carlos Alvarez e Paulo Ribeiro Baptista.

 

A Exposição Entr’acto modernista: o teatro e a dança na obra de António Soares, inaugurada no passado 25 de Março, estará patente até Outubro no Museu Nacional do Teatro e da Dança, Estrada do Lumiar 10-12, 1600-495 Lisboa. 

 
 
 
SUGESTÕES DE LEITURA - PUBLICAÇÕES RECENTES:

 

Título: José Coelho Pacheco: o falso semi-heterónimo de Pessoa.

Autoria: Ana Rita Palmeirim (neta de José Coelho Pacheco).

Textos: Richard Zenith; Fernando Cabral Martins.

Edição: Lisboa: BN, 2016.

Ponto de venda: Livraria da Biblioteca Nacional e Livraria online da Biblioteca Nacional.

 ------------------------------------

Título: Orpheu e o Modernismo Português. Livro do Colóquio.

Coordenação: Paulo Samuel.

Textos: Annabela Rita; António Apolinário Lourenço; Arnaldo Saraiva; Isabel Ponce de Leão; Dionísio Vila Maior; Eduardo Paz Barroso; Ernesto Rodrigues; Fernando Aguiar-Branco; Laura Castro; Salvato Trigo; Maria do Carmo Mendes; Paulo Samuel.

Edição: Porto: Fundação Eng. António de Almeida, 2017.

Ponto de venda: Fundação Eng. António de Almeida, Porto. 

---------------------------

Título: Obras musicais de Frederico de Freitas: Três Canções sobre Poemas de António Quadros – Para Voz e Piano.

Autoria: Frederico de Freitas.

Edição: AvA Musical Editions, 2016.

Edição crítica: Helena Marinho.

Designer: Álvaro Sousa.

Fotografia de capa: Fundação António Quadros.

Notas editoriais: Helena Marinho e Mafalda Ferro.

Apoios: AvA Musical Editions; Universidade de Aveiro; Projecto Frederico de Freitas; Fundação António Quadros.

---------------------------

Título: Exposição do Mundo Português – Explicação de um Lugar.

Coordenação: Margarida Magalhães Ramalho; Margarida Cunha Belém.

Edição: Lisboa: Fundação Centro Cultural de Belém, 2016.

Textos: António Lamas; Henrique Cayate; Isabel Cottinelli Telmo; João Paulo Martins; José Sarmento de Matos; Mafalda Ferro; Margarida Acciaiuooli; Margarida Cunha Belém; Margarida Magalhães Ramalho; Patrícia Bento d’Almeida; Cottinelli Telmo.

Design: Henrique Cayate.

---------------------------

Título: António Ferro: um Homem por Amar. Romance.

Autoria: Rita Ferro.

Edição: Lisboa: Dom Quixote, 2017.

---------------------------

Título: Memórias | Entrevistas: O Livro das 111 Entrevistas. Volume I.

Autoria: Gilberto Mendonça Telles.

Organização: Wolney Unes.

Edição: Batel, 2017.

  

LIVRARIA: PROMOÇÃO DO MÊS

A Fundação disponibiliza a seguinte obra literária com desconto até 14 de Março de 2017:

 

Autor: António Quadros.

 

Título: A Existência Literária.

 

Edição: Lisboa: Sociedade de Expansão Cultural, 1959.

 

PVP até 14 de Março de 2017: 20,00€.

 

PVP a partir de 14 de Março de 2017: 25,00€.

 

 

 

AMIGOS DA FUNDAÇÃO ANTÓNIO QUADROS

Sem o seu carinho e apoio, a sua fé e a sua inspiração não conseguiríamos continuar o nosso caminho, concretizar os nossos objectivos.

Muito obrigada.

Mafalda Ferro.

 

VOLUNTARIADO NA FUNDAÇÃO ANTÓNIO QUADROS

Ocupe o seu tempo livre de forma útil e gratificante.

Alimente o espírito e enriqueça os seus conhecimentos.

Multiplique as suas competências.

Venha conversar connosco e conhecer as nossas instalações situadas no edifício da Biblioteca Municipal de Rio Maior.

Ligue-nos e marque a sua visita: 965552247 | 243 999 310.