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Fundação António Quadros
EDITORIAL, por Mafalda Ferro Imprimir e-mail

A Fundação António Quadros - Cultura e Pensamento tem por fim o estudo e a divulgação do Pensamento e da Obra de António Quadros, Fernanda de Castro, António Ferro, Augusto Cunha e de quaisquer outras personalidades de mérito.

 

O ADEUS A JOÃO BIGOTTE CHORÃO

É com grande tristeza que participamos a morte de João Bigotte Chorão, grande amigo da família Ferro e da Fundação António Quadros, membro do seu Conselho Consultivo desde o início. Em Março de 2003, dez anos depois da morte do meu pai, António Quadros, João Bigotte Chorão escreveu-lhe numa carta "para além do tempo" exactamente o que sinto hoje face à sua partida:

 

[...] sentimos a ausência do homem convivente e cordial, que lançava pontes onde outros parecem fazer gala em cortá-las. Firme nas suas convicções, não recusava a mão a quem pensava de modo diferente do seu. [...] que poderei acrescentar? Apenas palavras afectuosas de despedida, com a esperança de um reencontro não sei onde nem sei quando.

 

O nome de João Bigotte Chorão ficará para sempre associado à Fundação António Quadros, e integra, juntamente com Ernâni Lopes, Fernando Guedes, Maria José Nogueira Pinto e Paulina Ferro, a lista dos Conselheiros Perpétuos da Fundação António Quadros.

 

Em 2010, escreveu-me Com um abraço, estas breves linhas sobre o seu Pai. João

 

Poucos autores nos convidaram tanto como António Quadros a repensar Portugal. Pensador português e de Portugal, sondou as nossas raízes e interrogou o mistério e os mitos da nossa condição lusíada. Não se enredou em jogos dialécticos em que se comprazem intelectuais brilhantes mas estéreis. Não fez frases - fez uma obra. Foi mais sério do que lúdico. E homem de cultura, distinguiu-se também pela acção cultural, promovendo muitas iniciativas: jornais, revistas, colóquios, institutos. E em todas as circunstâncias, sempre optimista e cordial.

 

Rio Maior, 7 de Março de 2019

Adeus, querido amigo, espero que aí onde está continue a, com a minha avó Fernanda, a escrever "cartas para além do tempo", um género literário que ambos tanto apreciavam. Tenho pena que ela já cá não esteja para lhe escrever uma como a que o João lhe escreveu no dia 10 de Dezembro de 1989 quando celebrou 70 anos de poesia, ou como as que escreveu "para além do tempo" ao meu pai e, também ao meu avô António.

Orgulho-me muito da amizade que sempre me demonstrou e agradeço o apoio que, desinteressadamente sempre concedeu à Fundação.

Com um beijinho e muitas saudades

Mafalda

 

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