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Fundação António Quadros
EDITORIAL, por Mafalda Ferro Imprimir e-mail

A Fundação António Quadros - Cultura e Pensamento tem por fim o estudo e a divulgação do Pensamento e da Obra de António Quadros, Fernanda de Castro, António Ferro e de quaisquer personalidades de mérito.

 


CONVITE

O Hotel Londres Estoril, a Fundação António Quadros e a Autora, Madalena Ferreira Jordão, convidam para a apresentação, por António Roquette Ferro, da obra Ascendência e Descendência de Fernanda de Castro.

 

Local: Hotel Londres Estoril, Av. Fausto Figueiredo nº 279, Estoril.

Data: Sábado, dia 11 de Agosto, às 18 horas

Informações: 214648300 (Hotel Londres Estoril)

A entrada é livre. Contamos consigo.

 

Ascendência e descendência de Fernanda de Castro, aprofundada investigação genealógica iniciada ainda em tempo e com a colaboração de Ernesto Ferreira Jordão, é uma obra que, profusamente ilustrada com reproduções fotográficas, se divide em duas partes distintas que se complementam:

 

- Na primeira parte, a autora, Madalena Ferreira Jordão, traça uma documentada biografia de Fernanda de Castro, apoiando-se não só nas suas recordações pessoais como também em documentos, fotografias e registos histórico-literários.

 

- Na segunda parte, a autora debruça-se sobre a ascendência e descendência de Fernanda de Castro, abrangendo um período temporal compreendido entre o século XV e o século XXI que se inicia com Gonçalo Pires Zuzarte de quem Fernanda de Castro é 12.ª neta e continua até aos trisnetos da escritora nascidos até Maio de 2018.

 

Com a publicação desta obra, a autora pretende contribuir para o estudo da vida e obra da escritora que tão presente esteve na sua vida e, ainda, apoiar a Fundação António Quadros doando a totalidade das receitas de venda à Instituição.

 

A obra pode ser adquirida no dia do lançamento e, posteriormente, na Fundação, permitindo, desta forma, que todos nos possamos associar a tão nobre causa.

 

FUNDAÇÃO ANTÓNIO QUADROS: 10 ANOS, por Manuela Dâmaso.

A Fundação António Quadros comemora este ano no dia 6 de Maio uma década de existência. Dez anos marcados por duas fases distintas, ambas com início no mesmo dia e mês. 

Nesse dia, em 2008, a Fundação foi instituída em acto notarial e, no mesmo dia, em 2013, assinou um protocolo com a Câmara Municipal de Rio Maior. Enquanto a primeira fase é fundamental para a concretização de um sonho, a segunda é crucial para a manutenção desse mesmo sonho.

Ligados ao primeiro período e justificando a urgência em constituir a Fundação, através da doação de parte do espólio dos seus ascendentes, os grandes mecenas foram os herdeiros de António Ferro, Fernanda de Castro e António Quadros que, deste modo, creditaram e justificaram a existência da Fundação. No momento de escolher os passos certos no caminho da criação efectiva da Fundação, a disponibilidade e a generosidade da notária Melânia Ribeiro que apoiou graciosamente todos os procedimentos e burocracias revelou-se imprescindível.

Mas o início desta Fundação não seria tão profícuo no tratamento dos espólios e consequente apoio aos investigadores sem a intervenção de um homem visionário no campo da investigação científica em Portugal, o Professor Mariano Gago. A ele se deveu o apoio da FCT que subsidiou os primeiros passos da Fundação.

Finalmente, claro, os "Amigos da Fundação" que acreditaram e apoiaram sem pedir contrapartidas nem explicações. Só porque sim.

No segundo período da existência da Fundação, quando urgia uma mudança estratégica, sobretudo do ponto de vista logístico, surge o apoio incondicional da Câmara Municipal de Rio Maior. É no edifício da Biblioteca Municipal Laureano Santos, numa ala específica, que os espólios continuam a ser tratados e consultados no seguimento de um labor iniciado há dez anos. Os “Amigos da Fundação” continuam a ser um dos seus eixos estruturantes, sem os quais esta instituição não continuaria a desempenhar o papel cultural que lhe é característico. Além destes, múltiplos particulares e Instituições deram as mãos e envolveram a Fundação com ternura, confiança e compreensão.

Dez anos depois, recordando o caminho percorrido pela Fundação, sei que apenas nomes como o de António Quadros, Fernanda de Castro ou/e António Ferro poderiam inspirar um tão grande número de pessoas.

A verdade é que, devido a estes apoios, a Fundação, tratou o seu acervo, apoiou trabalhos de investigação, realizou exposições e colóquios, entregou prémios, publicou obras, enviou mensalmente a sua newsletter, recebeu voluntários e estagiários, atribuiu bolsas, recebeu doações.

A todos, bem hajam.

 

25 ANOS DEPOIS DA MORTE DE ANTÓNIO QUADROS...

UMA SUGESTÃO À CÂMARA MUNICIPAL DE LISBOA, por Mafalda Ferro.

Seria pertinente que a Câmara Municipal de Lisboa se associasse à Fundação António Quadros na homenagem que presta a António Quadros, adicionando às 7 placas já existentes no histórico prédio da Calçada dos Caetanos (António Ferro; Bernardo Marques; Fernanda de Castro; Joaquim Pedro de Oliveira Martins; José Gomes Ferreira; Ofélia Marques; e Ramalho Ortigão), hoje rua João Pereira da Rosa, uma 8.ª placa: a de António Quadros que aí viveu e cresceu desde o dia do seu nascimento (1923) até ao do casamento (1947).

Nota: Depois da morte do pai, em 1956, António Quadros mudou-se de Cascais para o n.º 7 da Calçada dos Caetanos, passando a habitar de novo na Calçada dos Caetanos.

 

ANTÓNIO QUADROS (1923-1993)

António Quadros publicou dezenas de obras de Crítica, Ensaio, Filosofia, Romance, Poesia, Pedagogia, Estética, Teoria da Cultura, Conto, História, Reportagem, entre outras; organizou, editou, prefaciou, anotou, traduziu e participou em diversos livros; pensou e fundou revistas literárias como a Espiral, a Acto, e o 57; dirigiu, em alternância com Álvaro Salema, a Colecção Biblioteca Breve que publicou mais de uma centena de obras de diversos autores em múltiplas temáticas; com o apoio de amigos, pensou, fundou, dirigiu e administrou uma Escola de Ensino Superior, o IADE; proferiu conferências; leccionou na Universidade Católica e no IADE; ocupou inúmeros cargos em diversas Instituições; recuperou tradições como a do Culto Espírito Santo na Serra da Arrábida; organizou colóquios, cursos e palestras nomeadamente na área da filosofia e de estudos de cultura; integrou o Grupo de Filosofia Portuguesa; criou no IADE um ciclo de tertúlias e palestras culturais.

Tão profunda foi a marca que o seu carácter e personalidade, a sua acção e o seu pensamento em prol da cultura, deixaram na família, nos amigos e na História das Artes, da Filosofia, da Literatura, da Poesia, do Teatro, da Educação, do Turismo que Instituições como o Município de Lisboa, a Casa da Imprensa e a Secretaria de Estado da Informação e Turismo o premiaram; a rainha Isabel II de Inglaterra o condecorou em 1957; o seu nome foi atribuído a diversas ruas (em Cascais, Lumiar, Amadora, Barcarena, Carnide, Sesimbra, Charneca da Caparica, Oeiras, Feijó, Viseu); foi criada uma Fundação cultural com o seu nome; foi fundado um Prémio Literário em sua homenagem;- foi retratado por artistas como Álvaro de Brée, Inês Guerreiro, Sarah Affonso, Pedro Leitão e Carlota Emauz.

Três dias depois da sua morte, na Assembleia da República, o Secretário João Salgado submeteu à votação dois votos de pesar pela sua morte, proferindo no primeiro:

«O escritor António Quadros, figura destacada da corrente de pensamento denominada Filosofia portuguesa, consagrou a sua vida e a sua obra a estudar e a pensar Portugal, a sua razão, o seu mistério, o seu destino. Espírito aberto e tolerante, foi um homem generoso que privilegiou o debate de ideias e mereceu o respeito de diferentes quadrantes da vida cultural portuguesa. A sua morte é uma perda de vulto para a nossa literatura e para a nossa cultura. A Assembleia da República manifesta o seu pesar pela morte do escritor António Quadros e apresenta condolências à sua família.»

E, no segundo:

«António Quadros, falecido no passado dia 21, fica como uma referência forte na corrente da Filosofia Portuguesa, aliando na sua vastíssima obra a dedicação à investigação, na área da cultura, com a assumida missão pedagógica e a adesão a um conceito transcendente de portugalidade. A Assembleia da República manifesta o seu respeito e admiração pelo ilustre desaparecido e apresenta pêsames à família enlutada.»

Os votos de pesar foram aprovados por unanimidade, e, para se pronunciarem sobre eles, inscreveram-se os deputados Manuel Alegre (PS), Rui Carp (PSD), Adriano Moreira (CDS), Manuel Sérgio (PSN), Octávio Teixeira (PCP) e ainda  André Martins (Os Verdes).

A Fundação António Quadros presta homenagem ao seu patrono publicando em finais do ano a trilogia "Portugal. Razão e Mistério", três obras em volume único; e, como tal, inédito.

 

QUERIDOS "AMIGOS DA FUNDAÇÃO ANTÓNIO QUADROS"

Dez anos depois da instituição da Fundação (6 de Maio de 2008), há que agradecer e homenagear não só os seus Instituidores – herdeiros dos espólios de António Ferro, Fernanda de Castro e António Quadros – como, também, os "Amigos da Fundação António Quadros"; graças à sua enorme generosidade, fundamental pilar da Fundação, tem sido possível continuar, ano após ano, a apoiar a investigação, primordial objectivo da Fundação que legitima todas as suas actividades.

Em nome da Fundação e de quantos usufruem do seu trabalho, Muito Obrigada.

 

VOLUNTARIADO NA FUNDAÇÃO ANTÓNIO QUADROS

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Multiplique as suas competências.

Venha conversar connosco e conhecer as instalações da Fundação António Quadros situadas no edifício da Biblioteca Municipal de Rio Maior.

Ligue-nos e marque a sua visita: 965552247 | 243 999 310.