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Newsletter N.º 229 / 14 de Março de 2026 |
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Direcção Mafalda Ferro Edição Fundação António Quadros |
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ÍNDICE
01 — Exposição «Onde o Mar vira Sal: As Salinas de Aveiro: Identidade, Ciência e Cultura». Divulgação.
02 — Cerimónia de apresentação de "António Ferro, Espírito em Movimento. Ensaios e Outros Textos" em Lisboa, por Manuela Dâmaso.
03 — Dupla celebração: 40 Anos da Fundação Lusíada | Entrega do Prémio António Quadros 2026 «Amizade Institucional». Memória.
04 — Colóquio «Branca de Gonta Colaço», 145 anos depois do seu nascimento e 80 depois da sua morte. Memória.
05 — As mais recentes integrações no acervo da Biblioteca da Fundação António Quadros, por Manuela Dâmaso.
06 — «Folha Volante», por «Projecto 'António Telmo. Vida e Obra'».
07 — Apresentação da Revista «Leonardo» de Francisco Moraes Sarmento, por Mafalda Ferro.
08 — Livraria António Quadros, Obra em Promoção até 14 de Abril de 2026: António Ferro, Espírito em Movimento. Ensaios e Outros Textos. Rio Maior: Fundação António Quadros, 2026.
EDITORIAL,
por Mafalda Ferro.
FRANCISCO DE MORAES SARMENTO: MEMÓRIA, um ano depois
Francisco de Moraes Sarmento nasceu em Coimbra, em 1960.
Publicou o romance "Madalena, fragmentos de um romance", foi pensador, escritor, e jornalista.
Enquanto jornalista, iniciou-se no «Diário de Coimbra», criando e colaborando na página literária «Sopro». Colaborou também no «Tempo», «Semanário» e «Diário de Notícias», entre outras publicações periódicas.
Fundou e dirigiu as revistas «Leonardo» e «Ensaio» e participou em muitas outras.
Privou de perto com Miguel Torga e com alguns dos grandes do Movimento da Filosofia Portuguesa, nomeadamente Álvaro Ribeiro, Pinharanda Gomes, António Quadros, António Braz Teixeira, Afonso Botelho, Orlando Vitorino, António Telmo, Paulo Samuel, Joaquim Domingues, Luís Furtado Guerra, Paulo Borges, Dalila Pereira da Costa, Jorge Preto, João Botelho, Pedro Teixeira da Mota, José Blanc de Portugal, entre muitos outros.
Na Fundação António Quadros, participou em diversas actividades e na ordenação e descrição dos escritos de António Quadros.
Amigo, Guerreiro, Cavaleiro do Amor, Patriota, o Francisco viajou cedo para junto dos mestres
(por anónimo)
O Francisco deixou-nos há um ano, no dia 27 de Março de 2025, com MUITAS SAUDADES.
Tinha 65 anos.
COLÓQUIO ANTÓNIO FERRO, 130 anos depois do seu nascimento e 70 depois da morte
A Fundação António Quadros e o Instituto de Filosofia Luso Brasileira preparam um colóquio sobre António Ferro a realizar nos dias 19 e 20 de Junho em Lisboa e em Rio Maior. Caso pretenda participar, deverá enviar até final de Março, uma proposta de título, com resumo e breve CV (para: iflbgeral@gmail.com com conhecimento de mafaldaferro.faq@gmail.com).
Dia 19 de Junho: Lisboa, Palácio da Independência.
Dia 20 de Junho: Rio Maior, Fundação António Quadros.
Apoios: Fundação Lusíada, Palácio da Independência, MIL, Nova Águia.
INSCREVAM-SE, PARTICIPEM e ajudem a dar a conhecer António Ferro e a sua obra.
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01 — Exposição «Onde o Mar vira Sal: As Salinas de Aveiro: Identidade, Ciência e Cultura».
Divulgação.

Depois da sua inauguração no passado dia 10, a exposição «Onde o Mar vira Sal: As Salinas de Aveiro: Identidade, Ciência e Cultura», promovida pela Universidade de Aveiro e pela Fundação António Quadros, com o apoio da Câmara Municipal de Rio Maior e da Loja do Sal, está patente no espaço museológico da Biblioteca Municipal de Rio Maior até ao dia 26 de Março. Entrada livre.
Não deixe de visitar.
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02 — Cerimónia de apresentação de "António Ferro, Espírito em Movimento. Ensaios e Outros Textos", em Lisboa,
por Manuela Dâmaso
.jpg) Há vultos na história da cultura portuguesa que são tão controversos quanto fascinantes. António Ferro é um deles. A controvérsia que o pode envolver nunca deveria ofuscar o fascínio que lhe é devido pelo seu único e inquestionável papel no panorama cultural que ousou transformar.
Na tarde de 7 de Março de 2026, na Biblioteca da Misericórdia de Lisboa, foi possível compreender o motivo pelo qual a obra de António Ferro não pode continuar a ser obliterada pela investigação académica em geral e pelo interesse cultural dos Media em particular.
Deve-se ao trabalho incansável da Fundação António Quadros, com destaque para a sua presidente Mafalda Ferro, a publicação de António Ferro Espírito em Movimento, motivo central deste encontro intelectual na Biblioteca da Misericórdia de Lisboa.
Francisco d’Orey Manoel seguido de Mafalda Ferro iniciaram um momento de partilha de reflexões sobre a figura incontornável de António Ferro, cujo percurso intelectual, de manifesta acção interventiva e transformadora de Portugal, no apoio incondicional às artes e aos artistas foi explanada pelas intervenções brilhantes de Gonçalo Sampaio e Mello e José António Barreiros e, ainda por reflexões de Gelu Savonea e Guilherme d'Oliveira Martins que encerrou a apresentação.
A terminar a sessão, ouviram-se as próprias palavras de António Ferro, excerto do seu livro "Saudades de mim":
Morrer não é partir,/ é regressar/ ao país onde nascemos/ antes de nascer,/ país no espaço,/num céu sem nuvens,/ sem estrelas, sem anjos,/ nem frémito de asas,/ Céu de ninguém,/ ou só de Alguém,/ onde está Deus,/ antes e depois de tudo,/ Deus sozinho/ diante da matéria espiritual/da criação,/ diante do que foi,/ do que há-de ser/ e voltar a ser…// Morrer, afinal,/ é entregarmo-nos, de novo,/nas mãos de Deus,/ é renascer…// Se os homens/ não tivessem inventado/ a palavra morte;/ tudo seria vida… |
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03 — Dupla celebração: 40 Anos da Fundação Lusíada | Entrega do Prémio António Quadros 2026 «Amizade Institucional».
Memória.
A Fundação Lusíada celebrou 40 anos no passado dia 6 de Março.
Durante as celebrações, o seu presidente, Abel de Lacerda Botelho, recebeu, entregue por Mafalda Ferro, o Prémio António Quadros 2026 «Amizade institucional.
Relatório (início):
O júri do Prémio António Quadros (PAQ) 2026 - Amizade Institucional – decidiu, por unanimidade, atribuir à Fundação Lusíada, instituída a 6 de Março de 1986, há 40 anos, por Abel de Lacerda Botelho, com o objectivo "de difundir e defender a Língua e Cultura Portuguesas, dedicando-se ao estudo e à expansão dos valores originais do nosso pensamento, literatura, arte e ciência".
Poucos dias depois, no dia 30, em cerimónia de apresentação pública, em Lamego, a Fundação Lusíada foi apresentada por António Quadros, um dos seus Administradores.
Autora de uma imensa e riquíssima colecção bibliográfica associada maioritariamente à Filosofia Portuguesa, o seu primeiro número foi uma obra de António Quadros, "A ideia de Portugal na Literatura Portuguesa dos últimos cem anos".
Consulte AQUI o relatório completo e toda a informação referente à atribuição e entrega do PAQ.
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04 — Colóquio «Branca de Gonta Colaço», 145 anos depois do seu nascimento e 80 depois da sua morte. Memória.
Foram muitos os que se deslocaram a Tondela no passado dia 28 de Fevereiro para prestar homenagem a Branca de Gonta Colaço. Todos fomos bem recebidos e, à maneira de Branca, acolhidos com amizade e alegria.
Com enorme prazer nosso, estiveram também presentes o seu neto Jorge Colaço e a sua bisneta Fernanda Colaço.
Comunicação após comunicação Branca foi-se-nos dando a conhecer.
Em sua honra, não faltou o canto, a poesia e a música.
Alma livre, espírito intelectual, pensadora e amiga, a poetisa cuja vida então se celebrou, esteve presente entre nós. Houve quem a sentisse.
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05 — As mais recentes integrações no acervo da Biblioteca da Fundação António Quadros,
por Manuela Dâmaso.
A Fundação recebeu no primeiro trimestre de 2026, ainda em fase de catalogação, uma grande parte da biblioteca de Francisco Moraes Sarmento, da qual se destacam obras de Miguel Torga, António Quadros, Fernanda de Castro, António Ferro, Pinharanda Gomes, Domingos Monteiro, Joaquim Paço d'Arcos, Brito Camacho, Tomás Ribeiro Colaço, Padre António Vieira, João Botelho, Ary dos Santos, Dalila Pereira da Costa entre muitos outros, muitos deles com dedicatórias manuscritas.
Deram ainda entrada na biblioteca da Fundação os seguintes livros:
Branca de Gonta Colaço e o Auto dos Faroleiros, volumes I e II de Cláudia Emanuel, Inês Carmo Borges e Luíz A. Figueiredo e Sá, edição da Câmara Municipal de Tondela (2025), obra surgida no âmbito das Comemorações dos 145 anos do nascimento e 80 do falecimento da poetisa, dramaturga e intelectual. O volume I integra, entre outros itens, a reprodução fac-similada da peça original de 1921;
Percursos de História das Ideias, volume II, de José Esteves Pereira, Edições Húmus (2025), conjunto de vários trabalhos na senda da concepção própria de história das ideias assumida pelo autor, em que o pensamento filosófico se evidencia pela mediação do histórico. Destacamos o ensaio «António Quadros, Hermeneuta do Pensamento Português» dedicado "À Mafalda Ferro "espírito em movimento" da Fundação António Quadros;
Dança e Política no Século XX de Maria João Castro, Imprensa Nacional Casa da Moeda (2025), versão revista e reformulada da tese de doutoramento da autora, intitulada Dança e Poder. Diálogos e Confrontos no Século XX, uma reflexão sobre as diferentes formas de apropriação política da dança;
Mensagens Luso-Pascais Trás-os-Montes e Alto Douro – Atlântida Nova - de Ceira Lobo, Associação Promotora da Portugalidade (2016), ensaios sócio-políticos concebidos pelo autor nas férias pascais em 2014, 2015 e 2016;
Meditações Lusíadas de Pinharanda Gomes, Fundação Lusíada (2001), ensaios sobre a condição cultural portuguesa alicerçada no saber filosófico;
Álvaro Ribeiro Mestre da Arte de Filosofar de J. Pinharanda Gomes, Fundação Lusíada (2019), reunião de textos ensaísticos sobre o pensador Álvaro Ribeiro e
Raul Leal Arte, Filosofia e Vertigem com organização de Maria Celeste Natário, Rui Lopo e Maria João Correia, Edições Húmus (2025), conjunto de ensaios sobre o autor. Destacamos um artigo de Rui Lopo «As cartas de Raul Leal para António Quadros, seu leitor e intérprete»
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06 — «Folha Volante»,
por «Projecto 'António Telmo. Vida e Obra'»
Leituras:
— A recensão de Fernando Assis Pacheco à História Secreta de Portugal, na edição de 18 de Junho de 1977 do Diário de Lisboa
https://www.antonio-telmo-vida-e-obra.pt/news/voz-passiva-150/
— Carta de Max Hölzer para António Telmo, de 28 de Junho de 1978
https://www.antonio-telmo-vida-e-obra.pt/news/correspondencia-781/
— Carta de António Telmo para José Marinho, de 1 de Fevereiro de 1973
obra.pt/news/correspondencia-79/
Notícias:
Quem cresceu assim? Tomé Natanael, de Risoleta C. Pinto Pedro e Gabriel Pedro Martins: História Ilustrada sobre A Infância de Telmo sai no primeiro semestre deste ano.
Em destaque:
À Conversa com Frederico Mira George: Risoleta C. Pinto Pedro fala sobre António Telmo em «Nem um Minuto em Silêncio». Para Ver AQUI.
Excerto de «Carta de António Telmo para José Marinho de 1 de Fevereiro de 1973»:
Meu caro Amigo Sr. Dr. José Marinho
Chegou, pois, a altura de lhe escrever, depois de ter lido pela terceira vez Filosofia ensino ou iniciação? que quis oferecer-me pelo Natal e que, de facto, desceu pela chaminé. Há muito tempo não me sentia tão feliz a ler um livro. Só é pena que aqui no Redondo não tenha com quem trocar reflexões. Há uma ou duas pessoas para trocar impressões sobre livros que nos entram pela porta da cozinha.
Fiz três leituras: a primeira de um ímpeto; a segunda analítica; a terceira aprofundante. Como todos os livros que nos hipnotizam e nos “adormecem as potências resistentes da alma” ou nos fazem saltar de mundo, uma vez saídos há depois um esforço para recordar, a procura subtil duma atitude do espírito, para falar a linguagem de Bergson, ou a invocação dum demónio divino que nos conduza de novo para dentro, para falar a linguagem de Dante. Direi, no entanto, conforme vier vindo e pedindo desde já desculpa ao Sr. Dr. José Marinho se as minhas interrogações assumirem, como é inevitável, por vezes, a forma de afirmações.
Gostaria, contra o que sugere na dedicatória amiga, de publicar um escrito sobre o livro, mas como teria de me referir à democracia simiesca (de Veiga Simão) da educação nacional, tão justamente maltratada, não posso fazê-lo sem arriscar o pão do Manuel e da Anahy. Gostei de ver o Sr. Dr. José Marinho sair do barco em terra para definir esse e outros movimentos que se desenvolvem precisamente para anular a infinita virtualidade de espanto que há em todas as crianças e impedir a possibilidade de interrogação. Ando, porém, triste, flco triste a verificar que eles constituem os inevitáveis resultados da cultura numa gente, a portuguesa, que logo que emerge do torrão rústico só dá “mestres e polícias”. Nem sequer a influência estrangeira ou clerical explica. Fomos sempre assim, atavicamente, como quer Bruno. E se há, como há, uma outra história, o seu sujeito é outro. O duplo oculto em nada corresponde ao duplo visível. A unidade da língua? Mas a língua pode ser falada por pássaros ou por porcos.
Ensinar a essa gente, com muito mais lógica do que ela quando defende os seus próprios pontos de vista, que a filosofia não constitui objecto de ensino e que, quando constitui, como no programa do ensino liceal, deve introduzir aquelas noções operativas (intuição, reminiscência, imaginação, etc. que a transmutam numa actividade iniciática e, portanto, a desobjectivizam, atribuir-lhe, à filosofia, a suprema categoria de magistério espiritual ou, pelo menos, circunscrevê-la pelo domínio mental onde esse magistério se manifesta no homem; pareceria inútil, se não estivesse mais perto do que se julga (e isso nos é dito pelas palavras terminais do livro) a autofagia dum ciclo cultural que já começa a devorar a própria cauda. Ainda, na caracterização do homem português, aquela nota sobre o sarcasmo nos dois romancistas nacionais mais representativos e admirados, e mais lidos, é definitivamente certeira e creio que pelo menos em relação ao Eça não tinha sido marcada.
Ler a carta completa em: https://www.antonio-telmo-vida-e- |
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07 — Apresentação da Revista «Leonardo» de Francisco Moraes Sarmento,
por Mafalda Ferro.
A Revista «LEONARDO» / Revista de Filosofia Portuguesa» (n.os 1-6) foi criada e dirigida por Francisco de Moraes Sarmento, com o apoio de António Quadros, tendo como colaboradores mais assíduos Orlando Vitorino, António Quadros, António Telmo, Paulo Barata, Júlio Amorim de Carvalho, Eduardo Lourenço, Paulo Borges, Jorge Preto, José Blanc de Portugal, Dalila Pereira da Costa, entre muitos outros.
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O PRIMEIRO NÚMERO SAIU EM MARÇO DE 1988, HÁ 38 ANOS
E NO DIA DA SUA APRESENTAÇÃO FOI ASSIM
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08 — Livraria António Quadros
Obra em Promoção até 14 de Abril de 2026
Título
António Ferro, Espírito em Movimento. Ensaios e Outros Textos.
Coordenação
Mafalda Ferro.
Autoria de Ensaios e Textos
Anabela Almeida, António Braz Teixeira, António Ferro, António Quadros, António Xavier, Augusto d'Esaguy, Augusto de Castro, Cândida Cadavez, Carla Ribeiro, Diogo de Macedo, Fernando de Castro Ferro, Fernando de Moraes Gebra, Fernando Guedes, Filomena Serra, Francisco Homem Christo Filho, Gelu Savonea, Guilherme d'Oliveira Martins, Jaime Nogueira Pinto, José Carlos Seabra Pereira, José Guilherme Victorino, Leonídio Paulo Ferreira, Lúcio Alcântara, Luís de Oliveira Guimarães, Luís Leal, Mafalda Ferro, Manuela Parreira da Silva, Margarida Cunha Belém, Margarida de Magalhães Ramalho, Maria João Castro, Maurícia Teles da Silva, Paulo Ribeiro Baptista, Ricardo Vieira Lisboa, Teresa Rita Lopes, Tiago Bartolomeu Costa, Tomás Ribas, Vasco Afonso.
Edição
Rio Maior, Fundação António Quadros, 2026.
Encomendas
geral.faq@gmail.com
PVP
20,00 (até 14 de Abril) |
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